Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?
Então se for água quente pode?
O problema é com a água fria?
Como pode?
Como podemos na verdade ensinar tantas bobagens para as crianças, não? É o peixe que não vive na água fria...o boi da cara preta...o pato que termina cozido na panela...a cuca que vem pegar... o cravo que despedaça a rosa...o gato que apanhou e não morreu...
A violência está implícita diretamente desde a infância. Ingenuamente, talvez? Até pode ser que sim. O que devemos levar em consideração, no entanto, é o fato de que na infância, mesmo que ingenuamente, levamos conceitos às nossas crianças.
Em graus diferentes de exposição à violência, obviamente, expomos os futuros cidadãos, a crueldade da realidade. É bom? É ruim? Por um lado existe o contato com o mundo real, bem diferente das fantasias, onde aqui se faz e aqui se paga. Mas será que não existe uma maneira equilibrada de fazer isso? De ficarmos atentos ao que as crianças são expostas? E não falo apenas a respeito do sensacionalismo televisivo, mas muitas vezes os próprios pais estão levando violência a seus filhos, quando lhes dão um jogo novo para videogame.
A violência banalizou a vida. Os princípios de preservação da espécie, de respeito ao próximo, de liberdade, igualdade, fraternidade. As crianças cantam Calypso (nada pessoal), mas não conhecem o Hino Nacional.
Pensemos no assunto!